Sexta-feira, Fevereiro 07, 2003

Um Chamado Anarquista para a Ação Global

Um chamado anarquista para a ação direta no dia 15 de Fevereiro de 2003 contra o Capitalismo e contra a Guerra!

A guerra iminente entre os Estados Unidos, o Reino Unido e o Iraque é apenas um único componente numa luta global entre os ricos e poderosos e os bilhões que são oprimidos para seu benefício. Blair e Bush, como Bin Laden e Hussein, usam políticas de guerra internacional como um desvio para suas guerras contra os pobres, os excluídos, e contra a Terra.

Da Cisjordânia até o Ocidente, das florestas da Colômbia até as fazendas da Grã-Bretanha, a classe dominante trata de fazer manobras para extrair o máximo de lucro da Terra e do seu povo. A guerra internacional é mais uma tática nessa guerra de classes, pela aquisição de recursos naturais, eliminação de populações "excedentes", e a consolidação da unidade patriótica entre os opressores e os oprimidos.

No dia 15 de Fevereiro de 2003, milhões por todo o mundo irão marchar em oposição a essa guerra. Nós convocamos tod@s aqueles/as que buscam um mundo livre da opressão do autoritarismo, capitalismo, ódio étnico e fundamentalismo religioso a participar dessa mobilização sem precedentes, feita através de convergências em Amsterdã, Antuérpia, Aotearoa, Atenas, Bangcoc, Barcelona, Belfast, Berlin, Berna, Bruxelas, Budapeste, Cairo, Cidade do Cabo, Copenhagen, Dublin, Edmonto, Glasgow, Helsinki, Istambul, Jacarta, Johannesburgo, Londres, Lisboa, Madri, Manila, Montreal, Nova Iorque, Osolo, Paris, Praga, Ramalá, Roma, São Francisco, San Juan, São Paulo, Skopje, Estocolmo, Sidnei, Tallin, Tóquio, Toronto, Viena, Varsóvia e qualquer outro lugar, para aumentar este componente de luta contra a classe dominante através da ação direta, incluindo greves, sabotagem, ocupações, desobediência civil, e a exigência massiva do espaço público. Vamos tornar visível a nossa resistência à guerra de todas as formas possíveis!
De Londres e Nova Iorque ao Cairo e Ramalá, nossa resistência será tão global quanto a opressão deles. No dia 15 de Fevereiro, às ruas! E para as barricadas!

Sem guerra entre as nações! Sem paz entre as classes!

http://www.infoshop.org/f15call.html

Tradução: Martin La Battaglia (traducidio@riseup.net)
Para dizer não -
15 de fevereiro contra a guerra

Eduardo Galeano*

O presidente do planeta anuncia seu próximo crime em nome
de Deus e da democracia.

Assim calunia Deus. E calunia, também, a democracia, que a
duras penas sobreviveu no mundo, apesar das ditaduras que, há mais de um
século, os Estados Unidos vem semeando em todos os lugares.

O governo de Bush, que mais do que governo é um oleoduto,
precisa se apossar da segunda reserva mundial de petróleo, que jaz no
subsolo do Iraque. Além disso, precisa justificar a dinheirama de seus
gastos militares e precisa expor no campo de batalha os últimos modelos de
sua indústria armamentista.

É disso que se trata. O resto é pretexto. E os pretextos
para esta próxima carnificina ofendem a inteligência. O único país que usou
armas nucleares contra a população civil, o país que descarregou as bombas
atômicas que aniquilaram Hiroshima e Nagasaki, pretende nos convencer de que
o Iraque é um perigo para a humanidade. Se o presidente Bush ama tanto a
humanidade e realmente quer conjurar a mais grave ameaça de que padece a
humanidade, por que não bombardeia a si mesmo, ao invés de planejar um novo
extermínio de povos inocentes?

&n bsp; Imensas manifestações invadirão as ruas do mundo neste 15
de fevereiro. A humanidade já não suporta que seus assassinos a usem como
desculpa. E já não suporta chorar seus mortos ao fim de cada guerra: desta
vez quer impedir a guerra que vai matá-los.


(* O uruguaio Eduardo Galeano é escritor, autor de "As veias
abertas da América Latina")


Nosso pedido

Pedimos a cada cidadão do mundo a ajudar a parar esta
guerra. Durante o III Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, os movimentos
sociais do mundo todo concordaram em fazer manifestações pela paz no sábado,
15 de fevereiro.

Sugerimos que sejam organizadas atividades no seu espaço
social, igreja, comunidade, escola, trabalho, vizinhança, faça alguma coisa.
Sugerimos vigílias, atos políticos, reuniões, reflexões, orações, panos
brancos nas janelas.

Caso sua cidade/bairro/região não tenha o costume de
realizar manifestações no sábado, faça na sexta-feira, 14 de fevereiro.

Em 15 de fevereiro faça alguma coisa para parar a guerra.




Segunda-feira, Janeiro 13, 2003

Vitória! Vitória! A manifestação em prol da liberdade de expressão e contra a opressão que invade nossas individualidades, nossas privacidades, foi um sucesso! Mais de cento e vinte pessoas (de acordo com o Samy pode ter chegado a duzentas pessoas), ne-nhum preso, nenhuma pessoa ferida, além da prazerosa desmoralização da segurança do shopping Del Paseo, essas foram algumas das conquistas do Coletivo em sua primeira mo-vimentação em público e de expressão.
O Coletivo agradece especialmente a coragem da companheira Iana, grande provo-cadora da confusão quando bateu uma foto do chefe da segurança (infelizmente a máquina deu problemas); a grandiosa colaboração dos amigos do camarada Thiago “Pinky” – mais de oitenta pessoas; agradece ao empenho dos responsáveis pela filmadora Yuri, Samy e Chico “Frodo”; agradece ao Dalla, imprescindível na troca de fitas da filmadora. Não po-demos esquecer da postura do camarada Laércio que defendeu bravamente o amigo e nosso camarada Victor X; do desempenho do Thiago Baraúna e seus amigos, muito importantes na dispersão dos seguranças – isso mesmo, dos seguranças – que tentavam prender a alguns dos nossos; do próprio Victor que amigável e avidamente impediu os seguranças de toca-rem no camarada Vinícius “Zimba” quando este, acompanhado da Lorena e da Iana era ameaçado de ser levado à administração e preso, ele também foi o instigador das pessoas, no levantar do cartaz com o “A” de anarquia, a se rebelarem. Devemos agradecer ao amigo Zimba que pela segurança da companheira Lorena e da companheira Iana ia desistir do movimento e se entregar como responsável pela máquina de fotografia (sofreria um proces-so penal se o fizesse), e agradecer a Lorena que ajudou o Vinícius a sair do shopping.
Somos também muito gratos aos companheiros Pedro, Thiago “XB” e ao Marcelo; a Amanda, que tinha dito que não poderia vir e apareceu em um momento crucial para ajudar a Lorena e ao Vinícius; a Marfisa – quis participar mas não pode – e ao Thiagunso (como tem Thiago nesse grupo) que preferiu não participar, mas, assim como a Fifisa, torceu pela nossa vitória, além de todas as pessoas que queriam mas não puderam vir e a todos os anô-nimos presentes. A todos nós, vitoriosos do dia 11 de janeiro, parabéns!! Que Ataliba esteja convosco...

Quinta-feira, Janeiro 02, 2003

Alguém sabe o que está acontecendo na Venezuela? Porque, assistindo TV, o que a gente entende é que o Chavez é malvado, as pessoas esclarecidas não gostam dele e só quem gosta dele é o povo, burro e alienado. Isso porque ele é populista.

Com certeza, isso tudo é uma grande mentira, que não tem como se sustentar. Mas o que acontece de fato? O que exatamente provocou essa greve geral? Algum Ataliba sabe ou tem alguma idéia?

Domingo, Dezembro 29, 2002

ATENÇÂO, ATENÇÂO! A todos que interesar movimentos contra a ordem e a opressão, Ataliba, Adamastor, Benedito e o COLETIVO convoca membros (de confiança e engajados e que estejam em Fortaleza) pra revolta do dia 11!!! Falar com VicGodine, Zimba e Morningstar...

Ass.: O Coletivo

Quarta-feira, Dezembro 25, 2002

E é natal... ô diasinho mais chato esse! Não ha nada de interessante pra fazer nessa cidade, estou enfiado dentro de casa num tédio monstro e, pra variar, a pessoa que deveria ter o - simbólico - aniversário comemorado foi o menos lembrado hoje. Nao sou o melhor dos cristãos, mas lembro Dele sim, e vocês? Lembram? A maioria, creio que não. Mas tudo bem, essas comemorações só servem pra trocar presentes, encher a cara e relembrar momentos tristes da vida familiar (salvo algumas exceções). Enfim, acho que desabafei o que queria... tenho horrror a festas de final de ano... Acho que é só.

"Algúem" Ataliba...

Domingo, Dezembro 22, 2002

Carta, Conto, Texto ou Qualquer Coisa Atalibana


Oi, mundo!

Eu tive um sonho. Estávamos todos juntos em uma esquina, deliberando acerca de alguma coisa muito grande que estávamos prestes a fazer. Todos nós nos encaminhamos até o local alvo da grande movimentação anarco-punx-pacifista. Não andávamos em fila indiana, não havia um a seguir, nem alguém que seguisse, andamos lado a lado, ou misturando-nos uns aos outros, interagindo com que passava por nós, andamos como amigos, companheiros, “novarich” (quem souber russo que me corrija se eu estiver errado).
Todos nós lá estávamos: o “X”, o Renato e seu irmão Vinícius “Tinho”; o Pedro, o Yuri e o Vinícius “Zimba”; os Thiago “Pinky”, Thiago “XB” e o Thiagunso; o Samy, o Laércio e o Daniel; Perboyre, Abner e Chico; Amanda, Fufusa e Lorena; Gabi, Ana e Diogo; até a Ligia apareceu por lá! Não contei, mas, somados a outros que não víamos há muito tempo, como a genialíssima Elisa, passávamos fácil dos vinte (Vinte!!!). Vestíamos camisas brancas com o grande “CPx!” desenhado – à mão – na frente, com os nomes de nossas bandas prediletas – Ramones, Beattles e Mutantes; Avril Lavin, Fred Aister (percebam que esses não são bandas) e Guns n’ Roses (não gostamos tanto assim deles). Ostentávamos figuras de Cristo, do Che, de Gandhi, de Elvis e de Mozó (grande Senhor todo poderoso); do Marx, do Ataliba, do Luther, do Adamastor Forêncio e do Olavo de Carvalho (esse último com uma tarja preta por cima) e cantávamos “Seucúsósaideré” com sorrisos abertos, cheios de prazer e gozo...
Ah, mundo! Como foi bom! Mas deixe-me voltar a história...
Entramos em um shopping da cidade – de cujo nome não mencionarei, pois minha veia anarco-punxista me impede de mencionar coisas ligadas ao capitalismo (com exceção da boa e velha Coca-Cola que Deus há de abençoar) – e discretamente nos encaminhamos para a praça de alimentação do estabelecimento. A principio pareceu estranho aquele monte de gente sentando apenas ao redor das mesas pretas do lugar, mas ninguém se queixou mais do que com um simples olhar. Lentamente, e não faço a mínima idéia de como isso foi possível, as meninas tiraram de algumas mochilas faixas enormes uma com a foto do Ataliba Lionel, ao lado a frase “Punxismo Já!”, outra com a foto de nossos maiores inimigos, posto que os amemos muito, o diabo, J.R.R. Soarez, George Bush e o Bornhausen, e uma terceira escrito nosso lema: “‘Fornicação, Anarquia e Punk Rock’, ‘Jazz, Drogas e Pé na Estrada’, ‘Trabalho, Pão e Terra’, ‘Liberdade, Igualdade e Fraternidade’, ‘Viva a Putaria, todo mundo nu... amém!’ e ‘ Salvem as baleias, os pandas e os ornitorrincos!’”
Lentamente os olhares começavam a se voltar para nós, e os seguranças do local começaram a se aprontar para nos expulsar dali. Começamos a tirar rosas – de plástico, pois as de verdade são caras – e saímos distribuindo para todas as pessoas presentes enquanto cantávamos “Singing in the Rain”. Porém, alguns não conseguiam compreender nossa intenção e nos queriam expulsar de lá à força. Rapidamente nos posicionamos para tentar aclamar os ânimos: fizemos um grande círculo ao redor do gerente do shopping e começamos nosso ritual supremo: cantamos “tchutchu..”
Um dos seguranças que não gostava muito da gente foi chamar seus comparsas, uns sete talvez, e esses se postaram para a batalha. Mas nós éramos em maior número, e esse número cresceu com as pessoas que se uniram a nós, e fomos pra cima deles e... “tchu tchu, tchu tchu… tchu tchu, tchu tchu, tchu tchu…”, em coro, ressonantes, vivos, felizes, cheios de prazer e gozo...
Ah, mundo! como queríamos que todos pudessem compartilhar daquele momento! Mas como tudo nos sonhos é possível, nós fomos presos. Em vias da quantidade de pessoas (algumas desapareceram, coisa de sonho) fomos levados em grandes “pick-ups monstro” até uma delegacia mais próxima – dois mil quilômetros, no meio de um deserto que surgiu do nada e cujo qual alcançamos em apenas dez minutos.
Na delegacia foi uma esculhambação: gente falando alto, outros cantando, alguns dando uma, uma grande putaria. Contudo, o delegado era meio careta, antiquado e ultrapassado, e mandou que todos calassem a boca e rezassem dez ave-marias, tocassem um tambor e dissessem “ipe, ipe, hurra!” uns pros outros enquanto o escrivão repetia na máquina de escrever “muito siso e pouco riso fezem de Jack um rapaz infeliz”. Passado o momento de reflexão, fomos interrogados. Como o delegado era meio ignorante, foi logo achando que o companheiro Zimba, por estar em uma cadeira de rodas, era o articulador daquela baderna, era um superdotado – no bom sentido – e, chamando-o de doutor, o acusou. Também considerou que o companheiro Yuri e o companheiro X, pelo cabelo e barba desarrumados de um e palas vestes do outro, considerou-os militantes do PSTU. Com o dedo apontado, hora para nossas caras, hora para nossas berongas, o policia nos acusou de propagar o caos, de disseminar a discórdia, também nos acusou de aliciamento de menores – ele viu o companheiro Thiagunso e imaginou que esse fosse uma criança –, e nos chamou de cafetões – acho que ele imaginou que os companheiros Pedro, Samy e Laércio eram dançarinos de boates para mulheres (ou para gays). Nos disse que seriamos presos, torturados, e que serviríamos de escravos sexuais para suas satisfações anais etc. Até que ele parou. Nos perguntou o que realmente tínhamos feito. Eu disse que falaríamos se ele se posicionasse no meio da sala e se seus guardas não nos batessem enquanto déssemos a resposta que ele tanto queria. Ele aceitou e... “tchu..tchu” nele! Depois o camarada Benedito Ferreira discursou cheio de pompa e frases de efeito:
“Assim como o privilégio da força e da astúcia bate em retirada ante o firme avanço da justiça, sendo finalmente aniquilado para dar lugar à igualdade, assim também a soberania da vontade perde lugar para a soberania da razão... Assim como o homem busca justiça na igualdade, a sociedade busca a ordem na anarquia.”¹ E ainda “Depositemos nossa confiança no eterno espírito que destrói e aniquila apenas porque é a insondável e infinitamente criativa origem da vida. A paixão por destruir é também uma paixão criativa.”² E mais “A receita do sucesso é não procurar receita alguma”³ e “AIMEUDEUSUMOVOQUEFAL...AIMEUDEUSUMOVOQUEFALA...” (...)
Ele, o delegado, que tinha a mesma cara do administrador do shopping palco da confusão, começou a espernear, esbravejar e agarrar o Samy –homosexsimble do grupo – e gritar “mais, mais” e os guardas começaram a rir, e todos começaram a cantar “tchu..tchu”! a Derci Gonsalves que passava pela porta da delegacia depois de um sonoro “puta que pariu” também cantou “tchu..tchu”, o FHC e o Lula, que jogavam porrinha em um bar ao lado (no meio do deserto) cantaram “tchu..tchu”, o Pinoche, acompanhado do garçom do Jô Soares, mandou um fax escrito “tchu..tchu”, o Fidel (fdp) ligou para cantar “tchu..tchu”. Os homens do deserto cantaram “tchutchu”, os quarteirões de Fortaleza cantaram “tchutchu”, na avenida paulista, no Empire States, na torre Eifel, nos templos perdidos do Camboja, todos cantavam “tchutchu”; os imortais do Himalaia – Mário Lago, Sean Conery, Roberto Marinho, Brizola e cia. – também cantaram “tchutchu”; os planetas da Via Láctea, os outros de outras lácteas, cantaram “tchutchu”; os três porquinhos, os três patetas cantaram “tchutchu”. E o meio do infinito, ouviu-se uma voz retumbante que fez estremecer o universo dizer “‘CHU, CHU... CHU, CHU...’ PORRA! ERREI!”
É mundo, foi um sonho bom, cheio de magia, prazer e gozo... Daí eu acordei e pronto, só, fim, acabou. Hasta la vitória sempre!

Astrolápio Barreto (El Justiceiro)


OBS: Se algum de vocês não descobriu de quem é a tal voz retumbante, a qual tentei enfatizar com letras grandes para deixar claro a força da sonoridade... humm, pena de vós, oh! infames!

1- Proudhon
2- Bakunin
3- Paulo Coelho (escritor maior e VIVA a ABL!!!!!!)

Sábado, Dezembro 14, 2002

"Dizem que qualquer um pode ser Ataliba. Quer dizer, qualquer um que tenha acesso à internet, saiba mexer razoavelmente em computador, saiba escrever, conheça o blog. Tenha coragem de escrever."
Não. "Qualquer um pode ser Ataliba Lionel" significa que qualquer um pode ser Ataliba Lionel. Alguns são sem nem saber. José da Silva, é bom saber que você também é Ataliba Lionel! Ataliba Lionel também é José da Silva!
"José da Silva pede um espacinho ao Ataliba intelectual. Quer poder falar sobre qualquer coisa sem medo de parecer ignorante."
Ataliba Lionel também sente o mesmo desprezo pelos teóricos utopistas. Não porque pensa saber mais que eles, mas porque sabe que eles só falam merda mesmo. A verdade é que todos nós já estamos fartos dessas condescendências lamentosas e desse marasmo lamentável. Ataliba Lionel propõe a transformação do mundo pela ação, já que reconhece a indissociação de teoria e prática, no que consiste a práxis revolucionária. No entanto Ataliba vai além, para renegar todo o discurso móbido da esquerda burocrática, daqueles que falam de revolução e luta de classes sem se referirem explicitamente à vida cotidiana e entenderem o que há de subversivo no amor e de positivo na recusa das coações. Ataliba é do povo. Ataliba é um João ninguém. Não há para que pedir licença, já que todos são Ataliba Lionel. Não há porque ter medo de parecer ingnorante se, em última análise, todos somos. A intelectualidade está distante, fria e enjaulada, nós pelo contrário estamos em todo o lugar. A teoria revolucionária só é contreta materialmente se capaz de penetrar nas massas. A linguagem das massas é a ação. E é fazendo demonstrações ad hominem, ou seja, realizando-se na prática, que a teoria radicaliza-se. Não há outro caminho. Ataliba Lionel ou é tudo ou é nada. Se for intelectual, então é nada.
"Quer poder escrever banalidades."
Agora eu não tô te entendendo, camarada Zé da Silva. Mas Ataliba Lionel SÓ fala de banalidades! E ainda mais, de banalidades que mal têm o direito de existir! Lembro-me bem que no dia 12 de maio de 1968, em meio as sublevações estudantis e as greves operária, Ataliba Lionel organizou uma grande confraternalização entre estudantes e proletários, onde os trabalhadores sucediam-se ao microfone justamente para falar das suas vidas, dos seus valores e dos seus sonhos de seres humanos, e não só de seus interesses de classe, fugindo assim da ortodoxia dos PC´s (Partidos Comunistas) ainda impregnados de stalinismo. Tudo o que não pode ser reduzido a valor de troca não tem valor algum para a sociedade do consumo. Daí que o cara que conta uma piada em pleno horário de trabalho ou o cidadão que perde um tempo (time is money) relatando baboseiras non-sense do cotidiano em meio a gargalhadas de um grupo de bons amigos estão tendo um momento de Ataliba Lionel.
"Quer poder ser reformista e moderado."
Ataliba Lionel também tem seus momentos de reformista moderado e de centrista benigno. Ele é acima de tudo um pragmático.
"José da Silva chorou quando o Corínthians perdeu para o Santos..."
Alguns Ataliba Lionel também. Outros choraram porque o Santos ganhou. Outros não deram a mínima. É a vida.

John Lennon - Imagine.

"Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today...

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one"

Joey Ramone - What a Wonderful World

"I see trees of green........ red roses too
I see 'em bloom..... for me and for you
And I think to myself.... what a wonderful world.

I see skies of blue..... clouds of white
Bright blessed days....dark sacred nights
And I think to myself .....what a wonderful world.

The colors of the rainbow.....are so pretty ..in the sky
Are also on the faces.....of people ..walking by
I see friends shaking hands.....sayin'.. how do you do
They're really sayin'......I love you.

I hear babies cry...... I watch them grow
They'll learn much more.....than I'll never know
And I think to myself .....what a wonderful world

And I think to myself .....what a wonderful world... world
And I think to myself .....what a wonderful... world"